Teses / Dissertações

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31 - CULTURA E TECNOLOGIAS: NETNOGRAFIA COM JOVENS FUTEBOLISTAS 31 - CULTURA E TECNOLOGIAS: NETNOGRAFIA COM JOVENS FUTEBOLISTAS

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Adicionado em: 08/07/2015
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Ângelo Luiz Brüggemann

Resumo

O futebol no Brasil além de ser uma prática hegemônica é também um símbolo da cultura e identidade nacional, isso não se dá somente pela frequência que ouvimos falar sobre o esporte nos meios de comunicação, mas também por estar inserido mesmo que involuntariamente no nosso dia a dia, por exemplo nas conversas, nas atitudes e nas expressões de linguagens advindas do futebol. Esta ligação da sociedade brasileira com o futebol é mantida e difundida, principalmente, pela figura dos jogadores, pois são eles que mantêm acesa a alegria e o desejo de consumir esta prática cultural, através de suas jogadas dribles e modos de agir. No contemporâneo, estes atores sociais têm conseguido manter a atenção dos aficionados mesmo quando não estão jogando, através do espaço aberto pelas redes sociais. Ao observar esta nova realidade e também o aumento do desejo dos jovens em jogar futebol no exterior que surgiu a vontade de compreender como os jovens futebolistas interagem em seus perfis nas redes sociais com o intuito de manter contato com a cultura brasileira. Como forma de identificar e interpretar essa realidade que realizamos uma netnografia com jovens futebolistas, entre 18 e 24 anos, que exercessem sua profissão no continente europeu. A netnografia foi realizada durante quatro meses (maio, junho, julho e agosto) de 2014 ao que destacamos, que durante este período foram acompanhados nove jovens em 4 países diferentes (Alemanha, Áustria, Finlândia e Itália). Como resultado deste acompanhamento identificamos quatro categorias com maior representatividade nas interações dos futebolistas pesquisados que são: Família, Religiosidade, Linguagem e Hábitos e consumo cultural, e foi através destas que desenvolvemos nossas interpretações através do diálogo entre teoria e campo. Isso nos possibilitou perceber que os jovens futebolistas têm utilizado as redes sociais, não para algo novo, mas sim como uma ferramenta para reproduzir o que já acontecia, fazendo com que o mundo virtual (on line) seja uma continuação do mundo real (off line).

Palavras-chave: jovens futebolistas; redes sociais; cultura/identidade; netnografia.

06 - O PRIMEIRO OLHAR 06 - O PRIMEIRO OLHAR

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Adicionado em: 19/06/2012
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Márcio Romeu Ribas de Oliveira

O PRIMEIRO OLHAR: Experiência com Imagens na Educação Física Escolar

A presente pesquisa teve como objetivo propor e refletir sobre a inserção de meios técnicos na produção de imagens no âmbito da Educação Física escolar, partindo do princípio que seus atores se percebem envolvidos no cenário da cultura mediatizada. É indiscutível a importância da produção midiática na sociedade contemporânea, como uma das suas principais linguagens, mas ainda de pouca relevância no ambiente escolar. È através das diversas mídias que nos informamos/comunicamos na vida cotidiana. No prisma cultural, elas produzem signos, sentidos e significados na maneira do ser humano perceber, sentir e ver os outros e o mundo. No campo da Educação Física, se observam manifestações da relação dialética entre a cultura de movimento e o discurso midiático. Desse contexto é que partimos para investigar a problemática, percebendo-a como um elemento articulador entre a literatura pertinente ao tema e a realidade cotidiana no espaço escolar. O campo de pesquisa materializou-se através de Oficina de Experiências no Olhar, que foi realizada com estudantes do ensino fundamental público da escola Porto do Rio Tavares, no sul da ilha, em Florianópolis. Os registros e a produção foram: experiências na conversa (entrevistas), experiências no olhar e no olhar em movimento (fotografia e vídeo), experiências no escrever (diário de campo). Esses materiais tiveram uma dupla função: como forma do professor-pesquisador se relacionar com o campo e de investigar os sujeitos da pesquisa, constituindo assim um elemento científico-educativo do processo da pesquisa.

33 -  O SE-MOVIMENTAR COMO FUNDAMENTO PARA UMA EDUCAÇÃO FÍSICA RESPONSÁVEL: UMA LEITURA FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA 33 - O SE-MOVIMENTAR COMO FUNDAMENTO PARA UMA EDUCAÇÃO FÍSICA RESPONSÁVEL: UMA LEITURA FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA

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CARDOSO, Carlos Luiz. O SE-MOVIMENTAR COMO FUNDAMENTO PARA UMA EDUCAÇÃO FÍSICA RESPONSÁVEL:UMA LEITURA FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA. 2016. 385 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

RESUMO

A investigação tem como objetivo estudar o se-movimentar como fundamento para uma educação física responsável. A partir de leitura fenomenológico-hermenêutica, indicam-se esferas do mundo das relações, os níveis do se-movimentar e responsabilidades na defesa do diálogo da educação física com campos científicos que se expandem a cada dia, e com a manutenção dos laços filosóficos, fenomenológicos e gestálticos no trato do se-movimentar e da vida do ser humano. Como hipótese, procura-se formular conexões nesses distintos campos do conhecimento, fornecendo maior amplitude e extensão dialógica para o ensino do movimento humano. Na primeira parte, aborda-se o movimento e o movimento humano, considerando a possível superação das ambiguidades filosóficas entre Parmênides, na defesa da imobilidade do ser e Heráclito, na mobilidade com o devir. Em seguida vimos Platão e os dois mundos, composto de ideias e sensíveis e ainda Aristóteles, com seu tratado de física e os princípios de ato e potência. No terceiro capítulo estudam-se três campos científicos com abordagens distintas sobre o movimento: na física, indo do mundo dos átomos democriteanos até à mecânica quântica de hoje; na biologia, a teoria geral dos sistemas, a cibernética (modelo de movimento ecológico), e a concepção autopoiética sobre sistemas vivos; encerrando este capítulo com a neurociência, campo de investigação interdisciplinar aborda-se a neurofenomenologia. Na segunda parte discorre-se sobre duas bases antropológicas do movimento humano: a Gestalt e a fenomenologia [da percepção] francesa. Nas bases gestálticas os destaques vão para: percepção-movimento de Viktor von Weizsäcker; expansão da antropologia médica com Paul Christian; e primeiros estudos sobre a conduta humana de Buytendijk. Já nas bases fenomenológicas, além de incursões nos textos de Merleau-Ponty que tratam do corpo-próprio e comunidade carnal, conta-se com a participação de professores holandeses: Carl Gordijn que inaugura a ideia de movimento-próprio; seu sucessor Jan Tamboer que continua os estudos teórico-práticos da teoriadialógica do se-movimentar; para finalizar, Peter Heij que mostra a educação física responsável e responsabilizante como ética pedagógica por meio do campo de existência, com a noção de Bewegend-Da-Sein [Estar-aí-emmovimento]. Na terceira e última parte indica-se, a partir da vida cósmica, uma escola universal e o ensino fundamental, responsáveis pela iniciação ao mundo da percepçãomovimento em diferentes níveis do se-movimentar, segundo qualidades da atenção, da escuta e da coerência local e nãolocal. Para isso resgatam-se investigações sobre atenção no cotidiano, na escola e no esporte; em seguida, aborda-se a formação de professores vinculada à Bildung; para finalizar, reflete-se sobre a ideia do macro e microcosmos com o conceito científico-filosófico de campo akáshico permitindo a compreensão do se-movimentar não-local. Nas considerações finais recuperam-se tópicos pertinentes aos fundamentos do se-movimentar, apontando aproximações filosóficas e científicas. Inicia-se com as hermenêuticas aristotélicas sobre movimento, dança dos átomos e ética. Em seguida a abordagem husserliana da crise nas ciências e na filosofia, devido ao perigo da naturalização da consciência e da cientificação da filosofia. Na sequência, além dos mistérios da saúde na medicina antropológica, observa-se certa dificuldade dialógica por meio da fala e do movimento. Diante dessas constatações, campo existencial, atencional e espaço-temporal se apresentam como novas exigências investigativas na área da educação física, no esporte, na luta, na dança, ginástica, jogos e brincadeiras. Sugere ainda estudos sobre movimento-tempo, como eixo científicofilosófico emergente no se-movimentar, tendo na fenomenologia o espaço aberto às novas compreensões das relações, níveis e dimensões das responsabilidades na e da educação física.

08 - O “PAÍS DO FUTEBOL” NA COPA DO MUNDO 08 - O “PAÍS DO FUTEBOL” NA COPA DO MUNDO

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Scheila Espindola Antunes

O “PAÍS DO FUTEBOL” NA COPA DO MUNDO: estudo de recepção ao discurso midiático-esportivo com jovens escolares

Este estudo teve por objetivo conhecer e analisar a recepção de jovens escolares ao discurso midiático-esportivo durante a Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha. O discurso midiático-esportivo, em especial, no âmbito do futebol, tem projetado transformações inegáveis no conjunto de representações do imaginário socialmente partilhado em torno do conceito de esporte e sua prática. Não apenas pelo alcance dos meios de comunicação de massa, mas também por sua agilidade em formar e constituir teias sociais de pensamentos, hábitos e estilos de vida que (re)organizam valores à viabilizar a sustentação da lógica mercadológica que rege a sociedade do consumo. Tais transformações, ao serem incorporadas pelos sujeitos a partir do consumo de discursos midiático-esportivos, fazem com que a mídia exerça um importante papel mediador entre o esporte espetáculo e o sujeito-receptor. Para que os sujeitos não assumam, de maneira inconsciente, os valores, sentidos e significados veiculados por meio dos “pacotes esportivos”, é necessário o recurso a mediações que oportunizem uma leitura mais crítica desses discursos e que promovam, nos sujeitos, autonomia para a realização de suas escolhas. Nesse sentido, em nosso estudo utilizamos um quadro teórico composto pelos conceitos da Teoria Crítica articulados aos estudos de Recepção e da Teoria das Múltiplas Mediações, sob o viés dos Estudos Latino- Americanos. O trabalho de campo, deu-se com alunos do ensino médio do Colégio de Aplicação da UFSC, num período que englobou a Copa do Mundo/2006. Para conhecermos suas principais mediações e o tratamento dados as mensagens que consomem por meio do discurso midiático-esportivo, foram mobilizados como procedimentos, instrumentos e técnicas de pesquisa: questionário, entrevistas semi-estruturas, grupos focais e observação participante. Analisando e discutindo a realidade observada em campo constatamos que, na visão dos sujeitos, a escola e a família são suas principais mediações institucionais, assim como foi atribuída à mídia significativa representatividade enquanto mediação tecnológica. Também constatamos que tanto a escola, como a educação física, necessitam repensar suas ações pedagógicas, no sentido de investir, cada vez mais, numa formação que não esteja isolada do mundo vivido pelos sujeitos. Por isso, propõe-se pensar numa perspectiva de ensino mais crítica, que atenda as necessidades de uma educação para a mídia.

24 - MULTISSENSORIALIDADES E APRENDIZAGENS: USOS DAS TECNOLOGIAS  MÓVEIS PELAS CRIANÇAS NA ESCOLA 24 - MULTISSENSORIALIDADES E APRENDIZAGENS: USOS DAS TECNOLOGIAS MÓVEIS PELAS CRIANÇAS NA ESCOLA

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Adicionado em: 13/03/2014
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Lyana Thédiga

Resumo

A presente dissertação busca refletir sobre o entrelaçamento das aprendizagens, multissensorialidades e tecnologias digitais móveis em uma escola participante do Programa Um Computador Por Aluno (Prouca). Tem como objetivo investigar o papel da multissensorialidade, propiciada pelas tecnologias digitais móveis e mediadas pela escola, na construção de aprendizagens e conhecimentos pelas crianças. Para responder à pergunta como as relações multissensoriais estabelecidas pelas crianças com as tecnologias digitais móveis em um contexto escolar constituem “novas aprendizagens” desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa com peculiaridades da pesquisa-ação. Amparada em referências da Mídia-educação, em conceitos de Comunicação Orquestral e Nova Comunicação (Gregory Bateson, Yves Winkin), em preceitos das Multiliteracies e Múltiplas Linguagens (New London Group, James Paul Gee, Henry Jenkins, Colin Lankshear e Michelle Knobel, Monica Fantin) e em breves aportes da neurociência (Pier Cesare Rivoltella) foram realizadas observações-participantes e uma intervenção didático-pedagógica com uma turma de crianças na escola. A pesquisa demonstrou que ao ponderar as multissensorialidades – que se realizam no contato com o outro, por meio do diálogo e da relação com o ambiente –, e as novas aprendizagens – entendidas como uma ação ou movimento calcado no saber interagir que suplanta os limites individuais – é preciso pensar para além de um modelo único para a inserção das tecnologias móveis na escola. Implica perceber que a expansão da realidade e das aprendizagens alavancadas pelas tecnologias digitais móveis, estende igualmente sujeitos, pensamentos, atitudes e ambientes. 

 

Palavras-chave: multissensorialidade – aprendizagem – crianças – tecnologias móveis e Prouca – mídia-educação