Teses / Dissertações

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29 - Educação e mídia: formação do sujeito em espaço-tempo de educação física 29 - Educação e mídia: formação do sujeito em espaço-tempo de educação física

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Adicionado em: 10/12/2014
Date modified: 12/12/2014
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RIBEIRO, Sérgio Dorenski Dantas. Educação e mídia: formação do sujeito em espaço-tempo de educação física. 2013. 389 f. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação (FACED), Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013

RESUMO  

Estamos em um período histórico em que a cada dia há um “tsunami” - de fabricação e venda - de produtos tecnológicos. Eles chegam ao mercado com a mesma velocidade em que vão embora, ou seja, como se o novo já nascesse com o rótulo de velho. Este contexto envolve também as Tecnologias de Informação e Comunicação (Tic´s) e provoca mudanças significativas na vida das pessoas, nas relações de trabalho e capital, na educação de modo geral e na Formação das pessoas. As inovações tecnológicas ditam uma nova forma de ser e estar no mundo. A velocidade e o “instante já” constituem suas turbinas propulsoras. Tudo tem que ser efêmero; veloz; descartável. Presenciamos também a convergência das Tic´s para um único aparelho móvel que concentra todas as funções de comunicação e midiática. Mas, como a educação está lidando com essas mudanças? Como essas mudanças têm influenciado a vida das pessoas e principalmente dos alunos na escola (pública)? Até que ponto estamos diante de uma sociedade esclarecida? Esta Tese parte da perspectiva de que a Formação se constitui a base para a autonomia e para o esclarecimento a partir das experiências e ações pedagógicas nas aulas Educação Física na escola. Para evidenciar esta premissa, a investigação (de cunho Qualitativo) caracterizada aqui como uma Pesquisa-Formação, provocou a reflexão dos alunos para o esclarecimento a partir da concepção de Educaçãomídia. Estes alunos pertencentes a uma escola pública (CEMB – Colégio Estadual Murilo Braga), na cidade de Itabaiana/SE e matriculada na 8ª Série, turma “A”, do ensino fundamental, desenvolveram experiências como a produção de vídeo e a construção de jornal impresso. Para isto, foi articulado um Grupo (Matrix) – “Multiplicadores” - que cumpriu o papel de apreender, construir e sociabilizar o conhecimento em Educação-mídia. A crítica pertinente ao uso das Tic´s e a produção da Mídia de modo autônomo e esclarecido foram tencionados pelas diversas concepções conceituais, precisamente a Teoria Crítica e a Marxista, a partir de um diálogo permanente com os autores. Entrelaçamos o arcabouço teórico-metodológico na imersão no campo, com isto, a pesquisa esboçou – a partir da crítica dura - os escapes na dinâmica dialética da vida, do uso das Tic´s para emancipação o que fez todos nós (alunos, professores, pesquisadores) subverter a lógica em que nos aprisiona em função da técnica.

Palavras-Chave: Formação; Educação-mídia; Educação Física; Tic´s; Autonomia  

11 - Brincando na escola  [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança 11 - Brincando na escola [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

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Adicionado em: 19/06/2012
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Iracema Munarim

Brincando na escola: o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

Este trabalho reflete sobre a presença de traços do imaginário midiático na cultura de movimento das crianças em vivências lúdicas no ambiente escolar. O foco da pesquisa é a forma como estão se constituindo as brincadeiras das crianças, e mais especificamente, as suas diferentes formas de se-movimentar enquanto brincam, neste momento de grandes mudanças relacionadas à presença das mídias eletrônicas no cotidiano infantil. Considerando que é nas imagens e símbolos da cultura na qual está inserida que a criança busca elementos para criar seus roteiros de brincadeira e representações, estudamos a presença das mídias, principalmente a televisão, no universo lúdico infantil. Uma das bases conceituais para a pesquisa é a teoria do movimento humano, ou do se-movimentar, (Trebels e Kunz) que interpreta o movimento como diálogo entre os seres humanos e o mundo. A reflexão sobre a relação entre as crianças e as mídias apóia-se principalmente nos trabalhos de Orozco e Buckingham, que enfatizam a importância das mediações e do contexto cultural nos processos de recepção. A brincadeira, a partir de Brougère, é entendida como instância de apropriação e ressignificação cultural. Foram realizadas observações em duas escolas de educação infantil de Florianópolis (uma pública e a outra privada, ligada à pedagogia Waldorf), durante os momentos em que as crianças brincavam livremente no pátio. Nessa trajetória de pesquisa evidenciaram-se os processos que as crianças criam durante as brincadeiras para elaborar os sentidos das mídias e relacioná-los com suas experiências. Movimentando-se, fazendo referência a personagens e cenários, criando situações e roteiros para brincadeiras a partir de histórias e programas de televisão, as crianças refletem e questionam, à sua maneira, o mundo que as cerca.

07 - REPRESENTAÇÕES DO ESPORTE-DA-MÍDIA NA CULTURA LÚDICA DE CRIANÇAS 07 - REPRESENTAÇÕES DO ESPORTE-DA-MÍDIA NA CULTURA LÚDICA DE CRIANÇAS

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MARIANA MENDONÇA LISBÔA

REPRESENTAÇÕES DO ESPORTE-DA-MÍDIA NA CULTURA LÚDICA DE CRIANÇAS

A atual vida cotidiana, na esteira da globalização econômica/mundialização da cultura, passa por um processo em que os meios de comunicação de massa e as novas tecnologias se tornaram elementos constituintes importantes para compreensão da realidade e transformações que se colocam na dinâmica social. Nesse sentido, especialmente a televisão configura-se como um importante e poderoso meio de produção e veiculação de conhecimentos que vem se “naturalizando” como membro efetivo das famílias brasileiras, sendo o esporte um dos parceiros preferenciais de sua espetacularização. Assim, diariamente milhares de crianças chegam a escola com uma bagagem da tele-vivência esportiva; mas será que elas compreendem as características fundantes do esporte-da-mídia? Que representações elas constroem através dessa mediação do esporte pela TV? É possível que a escola aja como mediação institucional desta cultura midiática, através da problematização do esporte-da-mídia nas aulas de Educação Física? Buscando respostas às questões levantadas, procedemos uma pesquisa-ação orientado pela perspectiva da mediação escolar dentro do processo comunicacional, com uma turma da 2a série do ensino fundamental de uma escola pública de Florianópolis, tendo como objetivo identificar e compreender as representações sociais do esporte-da-mídia na cultura lúdica das crianças e suas possíveis transformações quando tematizadas na Educação Física escolar. De forma sumária, podemos observar que quando estimulados os alunos conseguem narrar a dimensão do esporte tele-espetáculo, percebendo os elementos e recursos utilizados em sua veiculação. Contudo, afirmar que todos os interesses e dinâmicas são compreendidos ou descortinados pelas crianças é um tanto quanto simplificar esta questão, que para muitos telespectadores (independente de idade) ainda carece de maiores esclarecimentos, o que não foi diferente para a turma. Neste contexto as representações do esporte-da-mídia em que se privilegia a competitividade, o individualismo, a obediência às regras, a mercadorização, envoltas em um discurso “positivo-funcional” do fenômeno esportivo, compartilham na cultura lúdica das crianças com sentidos/significados de resistência e contradição, fruto de suas re-significações e interpretações infantis que ocorre na ação concreta das crianças e nas suas condições sociais. Frente ao esporte-da-mídia e a sua grande capacidade de “agendamento” na sociedade é fundamental e possível que a escola, através de uma tematização problematizadora, procure nestes férteis espaços de discussão social contribuir para o fortalecimento da recepção crítica dos diferentes assuntos propostos, caso contrário, a simples celebração a-crítica, ou negação dessas temáticas, servirá a perspectivas reproducionistas de muitos discursos e representações colocados pela mídia esportiva.

39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola 39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola

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FRANCO E SILVA, Arthur. Megaeventos esportivos, mídia e escola: a copa do mundo de futebol no Brasil e os processos de produção de subjetividades de um grupo de alunos do ensino médio. 2016, 132f. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Educação, Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei/MG, 2016.

RESUMO

O Brasil está, desde 2007, sediando eventos esportivos de grande conjuntura material e simbólica como os Jogos Pan-americanos (2007), a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016), os dois últimos classificados como megaeventos esportivos. Em tal conjuntura, os meios de comunicação de massa e as tecnologias digitais de informação e comunicação cumprem o papel de informação e de circulação de fatos que envolvem a organização dos megaeventos esportivos de diferentes maneiras. No cenário de convergência das mídias e de cibercultura, nos propomos a habitar o território escolar para acompanharmos processos de produção de subjetividade de jovens estudantes de uma escola pública do município de Prados-MG, a Escola Estadual Dr. Viviano Caldas. Desenvolvemos o estudo com a perspectiva metodológica da cartografia, amparados teoricamente por Deleuze e Guattari. A produção de dados foi feita com a formação de um grupo de discussão presencial com alunos do segundo ano do ensino médio, além de um grupo na rede social facebook com esses mesmos alunos. Dialogamos com diferentes perspectivas para a fundamentação teórica da discussão que envolve a relação entre megaeventos esportivos, mídia e escola e os processos de produção de subjetividades. Passamos por estudos que analisam a conjuntura material e simbólica dos megaeventos esportivos, os meios de comunicação de massa, a cibercultura, a cultura da convergência e os estudos das mediações para o acompanhamento do processo de produção de subjetividade dos integrantes da pesquisa. Nesse processo, apontamos que as diferentes mediações compõem nossas linhas num complexo fluxo de movimentos de pensamento. Assim, a escola é tida como um espaço importante para a reflexão sobre os acontecimentos que perpassam nossas vidas.

23 - LAZER SOBRE RODAS NO CARTÃO POSTAL 23 - LAZER SOBRE RODAS NO CARTÃO POSTAL

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Paula Aragão

RESUMO

Esta pesquisa teve como objetivo compreender como as experiências de lazer de skatistas frequentadores do Skatepark Cara de Sapo, espaço do complexo de esportes radicais da Orla de Atalaia em Aracaju/SE, configuram-se como oportunidade à construção de sua identidade cultural e a sua socialização. A condução do estudo transita por aspectos socioculturais e históricos, levando em consideração a discussão da importância e o significado do espaço urbano nesta conjuntura e as divergências que apontam para a formação de um grupo social, o qual se reconfigura a partir das transformações sociais da contemporaneidade. Eleger esse grupo de skatistas como sujeitos da pesquisa revela-se uma abertura a possibilidades de compreensão acerca de um dos estilos de vida que compõe o conjunto das Culturas Juvenis da capital sergipana, além de fazer emergir desse contexto as perspectivas dos próprios sujeitos a partir do convívio cotidiano e seus processos, para revelar a convergência entre valores sociais trazidos de outros tempos e aspectos contemporâneos. Trazemos uma pesquisa definida como observação participante e que possui elementos do processo etnográfico de pesquisa. Este caminho foi desenvolvido com os seguintes procedimentos, instrumentos e técnicas de pesquisa: a) produção de diário de campo (DC) a partir de observações, aproximação e envolvimento cotidiano com os sujeitos; b) entrevistas semiestruturadas individuais e em grupo; c) registros em fotos e vídeos; d) acompanhamento na rede social Facebook. Constatamos que o lazer/skate dos skatistas proporciona a construção e reconstrução de identidades e reconfigura continuamente o processo de socialização do grupo a partir do próprio cotidiano; apontamos a necessidade de estudar os grupos sociais a partir de um modelo de pesquisa que permita a apresentação das perspectivas do sujeito sob o prisma interno, ou seja, de dentro do seu cotidiano de lazer; também propomos pensar as Culturas Juvenis a partir da sua heterogeneidade.

Palavras-chave: Lazer; Identidade; Socialização, Skate, Skatepark, Orla de Atalaia.