Teses / Dissertações

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04 - LUZ, CÂMERA E PESQUISA-AÇÃO 04 - LUZ, CÂMERA E PESQUISA-AÇÃO

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DIEGO DE SOUSA MENDES

LUZ, CÂMERA E PESQUISA-AÇÃO: A INSERÇÃO DA MÍDIAEDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA


O presente estudo tratou da temática da formação contínua de professores de Educação Física para a mídia-educação a partir de uma experiência concreta estabelecida entre o LaboMídia/ CDS/ UFSC e a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/ SC (S.M.E.). A investigação partiu do seguinte problema de pesquisa: Quais os saberes produzidos, incorporados e expressos na prática pedagógica dos professores de Educação Física em relação à mídia, a partir de uma experiência inicial de formação contínua? O estudo foi realizado com base em elementos metodológicos da pesquisa-ação e contou com a participação de 14 professores da rede municipal de Florianópolis. O campo foi constituído por duas etapas: na primeira delas ocorreu um curso de formação contínua, em que os participantes se apropriaram de conteúdos teóricopráticos para trabalharem com a mídia-educação nas escolas. O curso foi realizado no segundo semestre de 2006 e nele foram produzidos projetos de intervenção escolar. Três destes foram colocados em prática em escolas públicas da cidade. A segunda parte do estudo, realizada em 2007, foi destinada ao acompanhamento de uma intervenção específica, realizada por uma participante após a conclusão do curso de formação contínua. O intuito foi averiguar como os conhecimentos da formação foram levados ao cotidiano escolar. Os principais objetivos da investigação foram: promover a aproximação crítica dos professores de Educação Física com a mídia-educação; identificar e discutir as possibilidades, tendências e limites existentes no processo de formação contínua para a mídia-educação em Educação Física; compreender como os docentes passam a situar a mídia em seus cotidianos profissionais, após a formação contínua. Os dados foram obtidos com registro em Diário de Campo e realização de Grupos Focais ao final de cada uma das etapas. Para o tratamento dos dados foi utilizado o procedimento de Análise de Conteúdo. Os dados foram organizados em três eixos de análise. O primeiro eixo tratou dos significados expressos e incorporados pelos docentes a respeito da mídia no contexto profissional e pessoal. Constatou-se que os professores, no início da formação, concebiam a mídia apenas como instrumentalidade, ampliando suas compreensões ao longo do curso para o entendimento da mesma como objeto de estudo e em seu contexto produtivo (produção midiática na escola). O segundo se destinou especificamente a reflexividade. Os dados indicaram que a reflexão dos conflitos entre as crenças, a atuação dos docentes e os condicionantes da escola parecem ser responsáveis pela superação das relações estritamente técnicas com a mídia no âmbito educativo, além de avanços na percepção crítica da Educação Física e da instituição escolar. No último eixo foram apresentados elementos da cultura escolar que interferem na realização de práticas de mídia-educação e na perspectiva do trabalho docente reflexivo e coletivo. As considerações finais apontam que a formação contínua de professores de Educação Física para a mídia-educação é mais eficiente se realizado a partir dos saberes docentes e do contexto escolar, onde a realização de ações práticas é fundamental para o avanço das práticas pedagógicas dos docentes e das instituições escolares.

35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA 35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA

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BIANCHINI, Leandro. MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA. 2015. 264 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

RESUMO

O presente estudo surgiu de uma preocupação acerca da constatação de que na prática docente de professores de Educação Física as concepções pedagógicas críticas ainda encontram dificuldades para causarem um real impacto nas escolas. Uma das causas poderiam ser os próprios cursos de formação de professores, que ainda não teriam introduzido tais referenciais críticos. Partindo disso, buscamos nesse estudo construir um quadro teórico-conceitual em torno do chamado Movimento Renovador da Educação Física: quais foram suas críticas; as concepções pedagógicas críticas; os currículos de formação de professores de Educação Física. Nesse sentido, nos aproximamos da obra de Paulo Freire que nos permitiu, principalmente com os conceitos de “consciência ingênua” e “consciência crítica”, termos uma referência para nos balizarmos acerca de uma conscientização dos professores de Educação Física nas escolas. Para o desenvolvimento do trabalho, tomamos como campo um curso de formação de professores em Educação Física de Santa Catarina, cujo currículo possui, desde sua criação, uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas da Educação Física. Visando compreender se essa opção curricular crítica foi percebida e se contribuiu nesse sentido para a formação de docentes, sendo assim, o nosso objetivo geral foi: Compreender as relações entre o currículo de um Curso inspirado no Movimento Renovador da Educação Física, a formação crítica de seus egressos e suas práticas pedagógicas. Optamos por investigar oito (8) egressos desse curso que atuam ou atuaram em escolas, através de entrevistas semiestruturadas. A descrição e análise dos dados, de corte qualitativo, buscou compreender a visão desses sobre o currículo do curso, suas práticas pedagógicas atuais e suas possíveis atitudes/posturas críticas nessas realidades. Os resultados mostram que o currículo demonstrou-se adequado a uma formação docente em Educação Física, conforme sugerida pelas diretrizes curriculares nacionais. Entre as influências e limites percebidos pelos sujeitos-interlocutores, tivemos opiniões diversas, dada a própria diversidade encontrada no grupo dos sujeitos. De um modo geral, eles reconheceram como importantes os  conhecimentos didáticopedagógicos e a possibilidade de uma mudança de concepção de Educação Física; e como limitação, a pouca profundidade em conteúdos específicos da Educação Física em benefício de conteúdos teóricopedagógicos. Sobre suas práticas pedagógicas, eles relatam que em seus cotidianos escolares existem “situações-limites” (uma concepção de Educação Física marginalizada na cultura escolar e políticas de reforma normativa educacional) que vem dificultando uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas. O modo como eles se posicionam diante de tais limitações, permitiu-nos estabelecer compreensões sobre o desenvolvimento da: I) “consciência ingênua” quando se adaptam e se submetem às “situações-limites”; e II) da “consciência crítica,” quando demonstram buscar possibilidades dentro dessas limitações, promovendo assim um “inédito viável”. Ao final verificamos que somente os conhecimentos do currículo não são suficientes para promover uma “consciência crítica” nos professores, pois estes precisam aprender a ler suas realidades, uma vez que a cultura escolar também é um espaço de formação crítica.

 

18. Formação de professores de educação física na modalidade de educação a distância 18. Formação de professores de educação física na modalidade de educação a distância

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André Quaranta

Formação de professores de educação física na modalidade de educação a distância: experiências docentes no estágio supervisionado.

A formação de professores vem atravessando grandes mudanças nos últimos anos. O advento das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica (Resolução CNE/CP 01-2002) e para os cursos de Graduação em Educação Física (Resolução CNE/CES 07-2004) provocou um amplo movimento de debate curricular na área. A expansão dos cursos de Formação de Professores a Distância, com a criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) traz novos elementos para o cenário acadêmico. Consideramos que se encontra em aberto nesta discussão o tema da transposição de um conhecimento formal, construído em situação não-presencial, em conhecimento tácito, aplicado na realidade concreta da prática pedagógica do componente curricular Educação Física, no cotidiano escolar. O tornar-se professor exige certas rotinas e uma dessas trata da constante tensão que existe entre a cultura escolar e a ação do professorado. Neste caso, vislumbramos a possibilidade de observar como se dá este contato a partir do estágio supervisionado e como os acadêmicos ressignificam o que foi apreendido durante o curso, aliado às suas biografias para se posicionarem na cultura escolar e a partir daí pensarem sua prática pedagógica. Neste sentido, investigamos como alunos-estagiários interpretam suas experiências docentes ocorridas no estágio supervisionado, tendo em vista a formação acadêmica no curso de licenciatura em Educação Física, modalidade a distância (EAD), oferecida pela Universidade de Brasília (UnB), tendo como locus de investigação o Polo de Apoio Presencial do município de Piritiba/BA. Levamos em consideração a observação dos subsídios teórico-metodológicos desenvolvidos no curso; a elaboração e avaliação dos planejamentos de ensino no estágio; e como se dá a imersão dos alunos na cultura escolar nesta fase da formação docente. Para tanto, construímos uma pesquisa do tipo de múltiplos casos a partir da descrição interpretativa dos planos de aula e relatos feitos por 04 (quatro) acadêmicos do curso em questão, cujo critério de inclusão dos sujeitos da pesquisa foi a ausência de experiências docentes anteriores no âmbito da Educação Física. Também foram coletados depoimentos dos sujeitos da pesquisa através de entrevistas. A discussão dos dados foi organizada a partir de elementos teórico-metodológicos sugeridos pela técnica de análise de conteúdo, com variações a partir da análise temática. A discussão dos registros de campo dá-se através de 04 (quatro) eixos: biografia dos sujeitos-casos, habilidades requeridas na formação, a experiência docente e impressões gerais sobre o estágio. Como considerações finais, apontamos que: a) há uma predominância da perspectiva desenvolvimentista nas práticas pedagógicas desenvolvidas pelos acadêmicos; b) houve uma dificuldade dos alunos em terem acesso aos Projetos Políticos Pedagógicos, proporcionando assim uma integração precária destes junto às escolas; c) foi destacada a deficiência de supervisão por parte da instituição que oferece o curso e do polo de apoio presencial, o que torna mais complexa a atuação docente dos estagiários.

26 - MULTILETRAMENTOS, TECNOLOGIAS DIGITAIS E OS LUGARES DO CORPO NA EDUCAÇÃO 26 - MULTILETRAMENTOS, TECNOLOGIAS DIGITAIS E OS LUGARES DO CORPO NA EDUCAÇÃO

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ROGÉRIO SANTOS PEREIRA

Resumo

O trabalho procura compreender os multiletramentos, as tecnologias digitais e o corpo como elementos transitórios, historicamente produzidos e definidos em interação recíproca. Como questão central, busca-se problematizar os lugares do corpo nos multiletramentos (multiliteracies) – proposta elaborada pelo New London Group que se apropria de tecnologias digitais, e insere múltiplas modalidades de linguagem no ensino escolar de práticas sociais de leitura e escrita, entre elas as representações gestuais e as representações táteis. Sob a forma de ensaios, o trabalho propõe caminhos para aproximar corpo e palavra, teoria e senso comum, arte e ciência, linguagem e movimento humano. O texto dialoga com as memórias inventadas de Manoel de Barros, com a imaginação sociológica de Wright Mills, com o ensaio como forma de Theodor Adorno, com o corpo rabelaisiano de Mikhail Bakhtin, com a palavramundo de Paulo Freire, entre outras referências, com ênfase no corpo próprio – sensível e motriz – da obra de Maurice Merleau-Ponty. As reflexões se organizam em dois sentidos: partindo dos mutiletramentos, procura-se conexões com o corpo e seus diálogos sinestésicos com o mundo; e partindo do corpo, busca-se seus possíveis lugares nos multiletramentos. Nesses percursos, o trabalho também reflete sobre os lugares do corpo em oficinas de mídia-educação desenvolvidas com crianças italianas durante um estágio sanduíche no exterior e em oficinas de formação de professores no Brasil. Contra as visões deterministas das tecnologias digitais e a objetivação dualista cartesiana do corpo nos espaços escolares, o trabalho aponta que a experiência do corpo próprio pode servir como referência para a construção de diálogos sinestésicos entre o corpo – Ser-no-mundo que se efetiva corporalmente – e as tecnologias digitais no âmbito da educação, em propostas pedagógicas que considerem o corpo em seus encontros com o mundo.

Palavras-chave: multiletramentos, corpo, tecnologias digitais, movimento humano, linguagem 

14 - Formação em mídia-educação (física) 14 - Formação em mídia-educação (física)

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Paula Bianchi

Formação em mídia-educação (física): Ações colaborativas na rede municipal Florianópolis/Santa Catarina

Cada vez mais, tecnologias de informação e comunicação (TICs) de vários tipos, tamanhos e finalidades são desenvolvidas e penetram todas as esferas de nossas vidas, transformando gradativamente, os modos de ser e agir do seres humanos. A escola e seus componentes curriculares se apresentam como importante mediação para a apropriação ativa e crítica dessa realidade, amplamente permeada pelas TICs. Assim, a pesquisa partiu do seguinte problema de estudo: quais as possibilidades e limites de estabelecer com professores da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis/Santa Catarina uma interlocução de saberes e fazeres da cultura escolar, que proporcione um pensar, agir e refletir na Educação Física de forma colaborativa sob a perspectiva das TICs, tendo a pesquisa como princípio educativo e contribuindo para a ação reflexiva do professor? O estudo foi realizado segundo a abordagem metodológica da observação participante tendo como sujeitos professores de escolas da rede municipal de ensino e contou com a participação do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) e da área de Educação Física do Departamento do Ensino Fundamental, da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis. O trabalho de campo foi constituído por duas etapas: na primeira, de aproximação ao objeto de estudo, para conhecer a realidade escolar quanto à presença e utilização das TICs, foram visitadas dez escolas da rede municipal e entrevistadas as professoras-coordenadoras das salas informatizadas destas escolas, além da coordenadora do NTE. Com base nesses resultados, propusemos e realizamos ação de interlocução escolar, que visava capacitar e estimular professores para apropriarem-se e atuarem pedagogicamente com tecnologias na Educação Física escolar. Isso se deu a partir de ações colaborativas de formação em Mídia-Educação (Física), que envolveram: realização de oficinas, produção dos blogs, produção de vídeos, encontros periódicos de reflexão com o grupo, socialização da experiência em eventos, etc. Essa segunda parte, realizada com dez professores de três escolas municipais, foi acompanhada participativamente pela pesquisadora, tendo sido utilizados como instrumentos de coleta: observações, anotações de campo, relatos dos professores, vídeos, fotografias, blogs e entrevistas. Para o relato e interpretação dos resultados, foi procedida descrição longitudinal das atividades e uma análise transversal (interpretativa/reflexiva), na qual identificamos três eixos temáticos de discussão assim denominados: Formação continuada de professores em Mídia-Educação (Física); Experimentando as TICs na escola e na Educação Física; Professores-interlocutores produzindo/socializando conhecimento. Pudemos observar que: (a) a realização da formação continuada em Mídia-Educação (Física) contribuiu para que os professores se apropriassem técnica e pedagogicamente das TICs, integrando-as as suas práticas educativas, de maneira colaborativa, crítica e criativa; (b) proporcionou aos professores aproximar-se e aprender mais sobre essa (nova) temática de estudo, aproveitando as possibilidades das TICs como meios para aperfeiçoar a sua formação profissional e também para ensinar os conteúdos curriculares aos alunos, potencializando a aprendizagem dos mesmos; (c) as ações colaborativas em Mídia-Educação (Física) levaram os professores ao desenvolvimento de atitudes autônomas e reflexivas em relação ao seu aprendizado e a estabelecer relações dialógicas com os alunos e agentes da escola; (d) os professores destacaram o ineditismo da formação e revelaram-se entusiasmados em dar continuidade as atividades, além de criar novos projetos na perspectiva das TICs; (e) os professores foram disseminadores do conhecimento aprendido, multiplicando-o nas situações de vida pessoal e profissional.