Teses / Dissertações

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11 - Brincando na escola  [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança 11 - Brincando na escola [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

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Iracema Munarim

Brincando na escola: o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

Este trabalho reflete sobre a presença de traços do imaginário midiático na cultura de movimento das crianças em vivências lúdicas no ambiente escolar. O foco da pesquisa é a forma como estão se constituindo as brincadeiras das crianças, e mais especificamente, as suas diferentes formas de se-movimentar enquanto brincam, neste momento de grandes mudanças relacionadas à presença das mídias eletrônicas no cotidiano infantil. Considerando que é nas imagens e símbolos da cultura na qual está inserida que a criança busca elementos para criar seus roteiros de brincadeira e representações, estudamos a presença das mídias, principalmente a televisão, no universo lúdico infantil. Uma das bases conceituais para a pesquisa é a teoria do movimento humano, ou do se-movimentar, (Trebels e Kunz) que interpreta o movimento como diálogo entre os seres humanos e o mundo. A reflexão sobre a relação entre as crianças e as mídias apóia-se principalmente nos trabalhos de Orozco e Buckingham, que enfatizam a importância das mediações e do contexto cultural nos processos de recepção. A brincadeira, a partir de Brougère, é entendida como instância de apropriação e ressignificação cultural. Foram realizadas observações em duas escolas de educação infantil de Florianópolis (uma pública e a outra privada, ligada à pedagogia Waldorf), durante os momentos em que as crianças brincavam livremente no pátio. Nessa trajetória de pesquisa evidenciaram-se os processos que as crianças criam durante as brincadeiras para elaborar os sentidos das mídias e relacioná-los com suas experiências. Movimentando-se, fazendo referência a personagens e cenários, criando situações e roteiros para brincadeiras a partir de histórias e programas de televisão, as crianças refletem e questionam, à sua maneira, o mundo que as cerca.

09 - DA FÁBRICA AO CAMPO DE FUTEBOL, VENDER TECIDO E VENDER ESPETÁCULO 09 - DA FÁBRICA AO CAMPO DE FUTEBOL, VENDER TECIDO E VENDER ESPETÁCULO

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SÉRGIO DORENSKI DANTAS RIBEIRO

DA FÁBRICA AO CAMPO DE FUTEBOL, VENDER TECIDO E VENDER ESPETÁCULO: tecendo os fios da história de um “Casamento Feliz”

Este estudo analisou o fetiche produzido pela mercadoria esporte, a partir de uma situação concreta: o surgimento de um Clube de Futebol de Fábrica (Associação Desportiva Confiança), na cidade de Aracaju/SE, no ano de 1949. Tendo como matriz teórica (epistemológica) o materialismo histórico, o estudo partiu de um conceito da mercadoria elaborado por Karl Marx, no século XIX e de sua metamorfose, chegando a um bem cultural (como o esporte), que se configura em nosso tempo com o processo de banalização da cultura ou Indústria Cultural. Neste sentido, analisei o esporte em suas várias dimensões na modernidade, em sua forma de rendimento e espetáculo, bem como na aproximação com a mídia, quando esta media seu espetáculo. A relevância social à qual a pesquisa foi submetida, possibilita uma discussão sobre as faces ocultadas pelo fetiche do esporte, pois quando se analisa um fenômeno, perpassando pelas suas bases históricas, políticas, econômicas e sociais, além de tratar da contradição e de interesses antagônicos de ordem do capital, pode-se contribuir para promover uma ampla discussão sobre esse fenômeno nos dias de hoje e sua relação com a formação humana. A partir do método dialético, a investigação teve como opção metodológica, numa perspectiva qualitativa, a caracterização de uma pesquisa histórica. Nos procedimentos para “colheita” dos dados foi inclusa a captura das informações em jornais (mídia impressa) sobre a história da formação do time de futebol da Fábrica, com recortes no período de 1949 a 1970, e entrevistas - semi-estruturadas - com pessoas (cronistas esportivos, diretores do clube, jogadores, jornalistas, operários) que fizeram e fazem a história do clube. A sistematização e a interpretação dos dados (base documental e depoimentos) foram procedidas por meio da análise de conteúdo, a partir de categorias extraídas do próprio campo investigativo. Neste sentido, encontrei subsídios que apontam para o processo de mercadorização do esporte em Aracaju e também do papel da mídia na veiculação do espetáculo esportivo.

17. OS DISCURSOS SOBRE SAÚDE NA MÍDIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE TEMATIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA... 17. OS DISCURSOS SOBRE SAÚDE NA MÍDIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE TEMATIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA...

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Angélica Caetano


OS DISCURSOS SOBRE SAÚDE NA MÍDIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE TEMATIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

  

Na sociedade e principalmente nas escolas, tornou-se natural à Educação Física aconselhar a prática de atividade física para a promoção da saúde. Essa relação, reforçada pela mídia, assume diferentes significados e requer um olhar mais aprofundado, tendo em vista seu poder na construção de subjetividades. O presente estudo tratou de refletir sobre o discurso midiático a respeito da saúde e atividade física com jovens alunos do Ensino Médio. A investigação partiu da seguinte pergunta-síntese: Quais as possibilidades e limites para a tematização crítica do discurso midiático sobre saúde na Educação Física com alunos do ensino médio? O estudo foi realizado com base em elementos metodológicos da pesquisa-ação e contou com a participação de 22 alunos de uma turma do Instituto Federal de Santa Catarina – Campus São José. A intervenção foi realizada a partir de estratégias de mediação escolar, em conjunto com o professor responsável pela turma. Os dados foram obtidos com registros em diário de campo, filmagens realizadas, textos e mídias produzidas pelos alunos, além de entrevistas. Para a análise dos registros de campo da pesquisa, recorremos a elementos conceituais e metodológicos fornecidos pela Análise Crítica do Discurso (ACD). Os dados foram organizados em quatro eixos de análise: a relação teoria e prática na Educação Física escolar (subdivido em:configurações de um ―praticismo‖ e representações de gênero nas práticas corporais escolares); representações de gênero ligadas à saúde e mídia; o saber médico e as práticas corporais dos alunos e; as ambigüidades presentes nos discursos dos alunos. Como considerações finais, o estudo aponta que a) o ―praticismo‖ encontrado na EF pode apresentar-se como limitante às propostas inovadoras, entretanto, o esforço de uma educação para a mídia não pode ser deixado de lado; b) os alunos expressaram ambiguamente que, ao mesmo tempo em que ainda reproduzem as verdades sobre saúde veiculadas na mídia, conseguem realizar interpretações interessantes sobre os conteúdos veiculados por ela e c) a mídia-educação pode ser associada a qualquer conhecimento da cultura escolar, de forma longitudinal, partindo dos saberes discentes a respeito dos conteúdos veiculados pela mídia.

03 - OS JOGOS PAN-AMERICANOS RIO/2007 E O AGENDAMENTO MIDIÁTICO-ESPORTIVO 03 - OS JOGOS PAN-AMERICANOS RIO/2007 E O AGENDAMENTO MIDIÁTICO-ESPORTIVO

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CRISTIANO MEZZAROBA

OS JOGOS PAN-AMERICANOS RIO/2007 E O AGENDAMENTO MIDIÁTICO-ESPORTIVO: UM ESTUDO DE RECEPÇÃO COM ESCOLARES

Diante da importância crescente atribuída ao esporte na sociedade contemporânea e da participação significativa da tecnologia no processo comunicacional no seu interior, torna-se necessário analisar com um olhar mais aprofundado a relação entre esporte e mídia, tendo em vista seu poder na construção de nossa realidade social, repercutindo na Educação e na Educação Física escolar brasileira. Um momento relevante para a análise destas manifestações foi o da realização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Desta maneira, esta pesquisa de abordagem qualitativa e de caráter descritiva, caracterizada como um estudo de recepção (de acordo com a Corrente Latino-americana da Sociologia da Comunicação), teve por objetivo analisar como os jovens percebem, compreendem e analisam o agendamento midiático destes Jogos, com possíveis repercussões disso na Educação Física Escolar. A respeito da temática, vêm sendo desenvolvidos diversos estudos sendo que a ênfase geralmente é dada ao pólo emissor (mídia), esquecendo-se dos sujeitos que recebem e ressignificam tais produções (a recepção). Esta foi a intenção da presente pesquisa, ou seja, o considerar os estudantes como sujeitos-receptores, com os quais o professor de Educação Física pode intervir pedagogicamente. A pesquisa de campo foi realizada com alunos de uma escola de Florianópolis, que constituíram um pequeno grupo de discussão/observação, sendo desenvolvida através da coleta de questionários-recordatários e encontros periódicos com o grupo. Também foi utilizado um diário de campo, para registro de observações e outras questões colhidas no campo. Para sistematização e interpretação dos dados, foi adotado o procedimento de análise de conteúdo, o que permitiu relacionar o objeto em estudo com as questões teóricas na forma de categorias, que foram as seguintes: Treinamento e Delegações, Infra-estrutura e Segurança, Variedades, Tocha Pan-americana e Contagem Regressiva. Tais
categorias constituíram-se, neste estudo, na maneira como o agendamento para os Jogos Panamericanos foi empregado pela mídia, sendo percebido e identificado pelos jovens estudantes ao atribuírem significado ao discurso midiático-esportivo. Como considerações finais, em síntese, pode-se observar que: (a) os alunos demonstram ter um contato cotidiano com a mídia esportiva, especialmente a televisão e a internet; (b) os alunos revelaram conhecimento abrangente sobre a realização dos Jogos, especialmente no que se refere ao processo de agendamento midiático; (c) a forma como expressaram sua percepção em relação ao agendamento demonstra a eficácia do discurso midiático-esportivo; (d) revelam também a ausência da mediação escolar, especialmente da Educação Física, no trato pedagógico com o tema. Os achados da pesquisa ratificam as indicações do quadro teórico de referência, no que tange à necessidade do desenvolvimento do processo de mídia-educação no âmbito escolar, a fim de ampliar as compreensões que envolvem a cultura esportiva dos alunos.

35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA 35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA

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BIANCHINI, Leandro. MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA. 2015. 264 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

RESUMO

O presente estudo surgiu de uma preocupação acerca da constatação de que na prática docente de professores de Educação Física as concepções pedagógicas críticas ainda encontram dificuldades para causarem um real impacto nas escolas. Uma das causas poderiam ser os próprios cursos de formação de professores, que ainda não teriam introduzido tais referenciais críticos. Partindo disso, buscamos nesse estudo construir um quadro teórico-conceitual em torno do chamado Movimento Renovador da Educação Física: quais foram suas críticas; as concepções pedagógicas críticas; os currículos de formação de professores de Educação Física. Nesse sentido, nos aproximamos da obra de Paulo Freire que nos permitiu, principalmente com os conceitos de “consciência ingênua” e “consciência crítica”, termos uma referência para nos balizarmos acerca de uma conscientização dos professores de Educação Física nas escolas. Para o desenvolvimento do trabalho, tomamos como campo um curso de formação de professores em Educação Física de Santa Catarina, cujo currículo possui, desde sua criação, uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas da Educação Física. Visando compreender se essa opção curricular crítica foi percebida e se contribuiu nesse sentido para a formação de docentes, sendo assim, o nosso objetivo geral foi: Compreender as relações entre o currículo de um Curso inspirado no Movimento Renovador da Educação Física, a formação crítica de seus egressos e suas práticas pedagógicas. Optamos por investigar oito (8) egressos desse curso que atuam ou atuaram em escolas, através de entrevistas semiestruturadas. A descrição e análise dos dados, de corte qualitativo, buscou compreender a visão desses sobre o currículo do curso, suas práticas pedagógicas atuais e suas possíveis atitudes/posturas críticas nessas realidades. Os resultados mostram que o currículo demonstrou-se adequado a uma formação docente em Educação Física, conforme sugerida pelas diretrizes curriculares nacionais. Entre as influências e limites percebidos pelos sujeitos-interlocutores, tivemos opiniões diversas, dada a própria diversidade encontrada no grupo dos sujeitos. De um modo geral, eles reconheceram como importantes os  conhecimentos didáticopedagógicos e a possibilidade de uma mudança de concepção de Educação Física; e como limitação, a pouca profundidade em conteúdos específicos da Educação Física em benefício de conteúdos teóricopedagógicos. Sobre suas práticas pedagógicas, eles relatam que em seus cotidianos escolares existem “situações-limites” (uma concepção de Educação Física marginalizada na cultura escolar e políticas de reforma normativa educacional) que vem dificultando uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas. O modo como eles se posicionam diante de tais limitações, permitiu-nos estabelecer compreensões sobre o desenvolvimento da: I) “consciência ingênua” quando se adaptam e se submetem às “situações-limites”; e II) da “consciência crítica,” quando demonstram buscar possibilidades dentro dessas limitações, promovendo assim um “inédito viável”. Ao final verificamos que somente os conhecimentos do currículo não são suficientes para promover uma “consciência crítica” nos professores, pois estes precisam aprender a ler suas realidades, uma vez que a cultura escolar também é um espaço de formação crítica.