Teses / Dissertações

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25 - MEGAEVENTOS ESPORTIVOS, EDUCAÇÃO FÍSICA E  CONVERGÊNCIA DIGITAL 25 - MEGAEVENTOS ESPORTIVOS, EDUCAÇÃO FÍSICA E CONVERGÊNCIA DIGITAL

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Adicionado em: 16/03/2014
Date modified: 07/08/2014
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Silvan Menezes dos Santos

Resumo

No momento esportivo pelo qual passa o Brasil, de realização de grandes eventos (Pan-Americano/2007; Copa das Confederações/2013; Copa do Mundo de futebol/2014; Olimpíadas/2016), a preocupação com as implicações deles à cultura esportiva do país tornou-se pauta principal de estudos acadêmicos, não sendo diferente na Educação Física. Além disso, o envolvimento histórico e institucional do Esporte com a Mídia em uma relação de reciprocidade, agora hiperdimensionado pela convergência digital dos meios, sobretudo com a crescente participação social na produção e compartilhamento de discursos através das redes sociais, nos levou ao desenvolvimento desta pesquisa. Em um estudo observacional-descritivo com inspiração etnográfica, o objetivo foi compreender como professores de Educação Física em formação inicial interagem com o discurso midiático-esportivo no âmbito da convergência digital. Tendo como contexto sociocultural a Copa das Confederações FIFA, marcado pelas manifestações sociais de rua naquele junho de 2013, o estudo foi desenvolvido com cinco estudantes de diferentes fases do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. A investigação aconteceu em dois cenários que se complementaram: 1) online, que consistiu no acompanhamento da página pessoal dos sujeitos da pesquisa no Facebook; 2) offline, com a aplicação de questionários mistos e, por fim, uma entrevista coletiva com os sujeitos. Baseada na Teoria das Mediações Culturais de Jesús Martín-Barbero, a interpretação dos dados da investigação foi apoiada no método de análise de conteúdo. Duas categorias temáticas, definidas a partir do quadro teórico-conceitual, foram empregadas na análise empírica dos dados: Megaeventos Esportivos e Manifestações Sociais. Consideramos como reflexões finais a necessidade do acompanhamento da Educação Física, da formação à intervenção, às constantes transformações socioculturais das tecnologias de informação e comunicação através da convergência digital; estar atento a esse processo, principalmente pelas possibilidades de participação social dos sujeitos através das redes sociais, para fazer aproximações entre as dimensões teóricas e práticas da formação cultural e humana na perspectiva da emancipação e do exercício da cidadania, nesse caso, no contexto da cultura esportiva.

Palavras-chave: Educação Física; Megaeventos Esportivos: Mídia; Mediações; Convergência Digital. 

39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola 39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola

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Adicionado em: 12/09/2016
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FRANCO E SILVA, Arthur. Megaeventos esportivos, mídia e escola: a copa do mundo de futebol no Brasil e os processos de produção de subjetividades de um grupo de alunos do ensino médio. 2016, 132f. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Educação, Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei/MG, 2016.

RESUMO

O Brasil está, desde 2007, sediando eventos esportivos de grande conjuntura material e simbólica como os Jogos Pan-americanos (2007), a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016), os dois últimos classificados como megaeventos esportivos. Em tal conjuntura, os meios de comunicação de massa e as tecnologias digitais de informação e comunicação cumprem o papel de informação e de circulação de fatos que envolvem a organização dos megaeventos esportivos de diferentes maneiras. No cenário de convergência das mídias e de cibercultura, nos propomos a habitar o território escolar para acompanharmos processos de produção de subjetividade de jovens estudantes de uma escola pública do município de Prados-MG, a Escola Estadual Dr. Viviano Caldas. Desenvolvemos o estudo com a perspectiva metodológica da cartografia, amparados teoricamente por Deleuze e Guattari. A produção de dados foi feita com a formação de um grupo de discussão presencial com alunos do segundo ano do ensino médio, além de um grupo na rede social facebook com esses mesmos alunos. Dialogamos com diferentes perspectivas para a fundamentação teórica da discussão que envolve a relação entre megaeventos esportivos, mídia e escola e os processos de produção de subjetividades. Passamos por estudos que analisam a conjuntura material e simbólica dos megaeventos esportivos, os meios de comunicação de massa, a cibercultura, a cultura da convergência e os estudos das mediações para o acompanhamento do processo de produção de subjetividade dos integrantes da pesquisa. Nesse processo, apontamos que as diferentes mediações compõem nossas linhas num complexo fluxo de movimentos de pensamento. Assim, a escola é tida como um espaço importante para a reflexão sobre os acontecimentos que perpassam nossas vidas.

28 - AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ESCOLAS DO CAMPO 28 - AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ESCOLAS DO CAMPO

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Adicionado em: 11/08/2014
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IRACEMA MUNARIM

Resumo

O objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre o papel das tecnologias digitais nas escolas do campo no Brasil contemporâneo, buscando constituir referências iniciais para futuras pesquisas sobre o tema na área da Educação do Campo. As abordagens teóricas propostas na pesquisa refletem sobre uma educação do campo pensada também por quem vive nas zonas rurais: camponeses, quilombolas, trabalhadores empobrecidos, que radicalizam suas ações em busca de condições básicas de sobrevivência, terra, teto, saúde, educação. Ao levar em conta esses “outros sujeitos” (ARROYO), a tese não descola a reflexão sobre educação e tecnologias digitais da crítica a toda uma lógica colonialista de mercado e de ciência predominante na sociedade contemporânea. O trabalho se apoia também nos Estudos Pós-coloniais (QUIJANO; SAID; SANTOS; MENESES), em sua crítica ao eurocentrismo nas concepções de ciência, poder e saber, e nas referências da Educação do Campo no Brasil (ARROYO; CALDART; FERNANDES; MUNARIM). Propõem-se condições para políticas públicas de educação e tecnologias digitais que promovam o exercício da cidadania, a partir dos estudos sobre mídia-educação (BONILLA; OLIVEIRA; BUCKINGHAM; FANTIN;GIRARDELLO; OROFINO; JENKINS; KELLNER; SHARE; RIVOLTELLA; SILVERSTONE; ZANCHETTA JR.). A tese se constituiu a partir de dois diferentes conjuntos de evidências: 1) o que faz referência a sujeitos que vivem no campo, atuam ou refletem sobre as escolas do campo. 2) o que faz referência a dois programas de governo para a “inclusão digital” das escolas do campo: Escola Ativa e Pronacampo. No primeiro conjunto reflete-se sobre visitas a escolas do campo no interior das cidades de Blumenau e Brusque (SC) entrevistas formais e informais com professores e funcionários das secretarias de educação daqueles municípios e também de municípios em vários outros estados que participaram dos módulos de formação do programa Escola Ativa e com ativistas, educadores e pesquisadores ligados ao Movimento Sem Terra, à Licenciatura em Educação do Campo (UFSC) e a escolas do campo de Santa Catarina e Paraná. Evidencia-se neste trabalho a importância de uma educação que proporcione aos professores e estudantes momentos de conhecimento e reflexão sobre as mídias e tecnologias digitais, e de que estes se reconheçam enquanto atores críticos em seus contextos. Avalia-se que as escolas do campo, ao tensionar formas hegemônicas de pensar e fazer a educação, tornam-se um espaço privilegiado para novas experimentações pedagógicas. Conclui-se que é importante problematizar o formato e a ideologia das propostas de inserção de tecnologias digitais nas escolas do campo, considerando em que medida elas apenas têm como foco a melhoria da aprendizagem de uma população supostamente carente de saberes, ou se, por outro lado, além de proporcionar o acesso ao conhecimento produzido pela humanidade, elas propõem espaços de comunicação e criação de redes que fortaleçam as reivindicações dos sujeitos do campo.

Palavras-chave: Escolas do Campo. Mídia-educação. Inclusão digital. Escola Ativa. Pronacampo.

24 - MULTISSENSORIALIDADES E APRENDIZAGENS: USOS DAS TECNOLOGIAS  MÓVEIS PELAS CRIANÇAS NA ESCOLA 24 - MULTISSENSORIALIDADES E APRENDIZAGENS: USOS DAS TECNOLOGIAS MÓVEIS PELAS CRIANÇAS NA ESCOLA

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Adicionado em: 13/03/2014
Date modified: 13/03/2014
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Lyana Thédiga

Resumo

A presente dissertação busca refletir sobre o entrelaçamento das aprendizagens, multissensorialidades e tecnologias digitais móveis em uma escola participante do Programa Um Computador Por Aluno (Prouca). Tem como objetivo investigar o papel da multissensorialidade, propiciada pelas tecnologias digitais móveis e mediadas pela escola, na construção de aprendizagens e conhecimentos pelas crianças. Para responder à pergunta como as relações multissensoriais estabelecidas pelas crianças com as tecnologias digitais móveis em um contexto escolar constituem “novas aprendizagens” desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa com peculiaridades da pesquisa-ação. Amparada em referências da Mídia-educação, em conceitos de Comunicação Orquestral e Nova Comunicação (Gregory Bateson, Yves Winkin), em preceitos das Multiliteracies e Múltiplas Linguagens (New London Group, James Paul Gee, Henry Jenkins, Colin Lankshear e Michelle Knobel, Monica Fantin) e em breves aportes da neurociência (Pier Cesare Rivoltella) foram realizadas observações-participantes e uma intervenção didático-pedagógica com uma turma de crianças na escola. A pesquisa demonstrou que ao ponderar as multissensorialidades – que se realizam no contato com o outro, por meio do diálogo e da relação com o ambiente –, e as novas aprendizagens – entendidas como uma ação ou movimento calcado no saber interagir que suplanta os limites individuais – é preciso pensar para além de um modelo único para a inserção das tecnologias móveis na escola. Implica perceber que a expansão da realidade e das aprendizagens alavancadas pelas tecnologias digitais móveis, estende igualmente sujeitos, pensamentos, atitudes e ambientes. 

 

Palavras-chave: multissensorialidade – aprendizagem – crianças – tecnologias móveis e Prouca – mídia-educação 

31 - CULTURA E TECNOLOGIAS: NETNOGRAFIA COM JOVENS FUTEBOLISTAS 31 - CULTURA E TECNOLOGIAS: NETNOGRAFIA COM JOVENS FUTEBOLISTAS

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Adicionado em: 08/07/2015
Date modified: 08/07/2015
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Ângelo Luiz Brüggemann

Resumo

O futebol no Brasil além de ser uma prática hegemônica é também um símbolo da cultura e identidade nacional, isso não se dá somente pela frequência que ouvimos falar sobre o esporte nos meios de comunicação, mas também por estar inserido mesmo que involuntariamente no nosso dia a dia, por exemplo nas conversas, nas atitudes e nas expressões de linguagens advindas do futebol. Esta ligação da sociedade brasileira com o futebol é mantida e difundida, principalmente, pela figura dos jogadores, pois são eles que mantêm acesa a alegria e o desejo de consumir esta prática cultural, através de suas jogadas dribles e modos de agir. No contemporâneo, estes atores sociais têm conseguido manter a atenção dos aficionados mesmo quando não estão jogando, através do espaço aberto pelas redes sociais. Ao observar esta nova realidade e também o aumento do desejo dos jovens em jogar futebol no exterior que surgiu a vontade de compreender como os jovens futebolistas interagem em seus perfis nas redes sociais com o intuito de manter contato com a cultura brasileira. Como forma de identificar e interpretar essa realidade que realizamos uma netnografia com jovens futebolistas, entre 18 e 24 anos, que exercessem sua profissão no continente europeu. A netnografia foi realizada durante quatro meses (maio, junho, julho e agosto) de 2014 ao que destacamos, que durante este período foram acompanhados nove jovens em 4 países diferentes (Alemanha, Áustria, Finlândia e Itália). Como resultado deste acompanhamento identificamos quatro categorias com maior representatividade nas interações dos futebolistas pesquisados que são: Família, Religiosidade, Linguagem e Hábitos e consumo cultural, e foi através destas que desenvolvemos nossas interpretações através do diálogo entre teoria e campo. Isso nos possibilitou perceber que os jovens futebolistas têm utilizado as redes sociais, não para algo novo, mas sim como uma ferramenta para reproduzir o que já acontecia, fazendo com que o mundo virtual (on line) seja uma continuação do mundo real (off line).

Palavras-chave: jovens futebolistas; redes sociais; cultura/identidade; netnografia.